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Apenas 30% das pesquisas sobre a Amazônia são produzidas no Brasil

AGÊNCIA CARTA MAIOR

O dado alarmante foi apresentado pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Luís Val, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que terminou na última sexta-feira, em Campinas. A Amazônia ocupa quase 60% do território brasileiro e responde por 7,8% do Produto Interno Bruto do país. Mas os recursos em ciência e tecnologia para a região são apenas 2% do total nacional.
Clarissa Pont

Apenas 30% das pesquisas sobre a Amazônia têm a participação de pelo menos um pesquisador com residência no Brasil. O dado foi apresentado durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) por Adalberto Luís Val, do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Se soberania hoje é informação, esse é o tamanho da soberania que temos sobre a região. Temos que fixar recursos humanos na Amazônia, o que vai proporcionar a retaguarda para uma ação na Amazônia confiável, justa, sustentável, que é o que precisamos”, disse o pesquisador. Leia o resto deste post »

Patrimônio Genético e Conhecimento Tradicional Associado têm se tornado temas de grande crescimento nos últimos anos, principalmente a partir de quando grandes empresas, principalmente do ramo de cosméticos, constituíram um portifólio de produtos com base em elementos extraídos da natureza. Mas não uma simples extração. O que efetivamente diferenciou esta extração foi haver um conhecimento popular sobre estas plantas e animais consolidado em remédios e preparados da cultura popular de populações particulares.

Este conhecimento vem possibilitando às empresas economizarem milhões de reais e anos (às vezes décadas) em pesquisas e testes de laboratório, constituindo-se num novo mercado. Mas não apenas isso, dezenas de comunidades locais vêm conseguindo presenciar uma elevação de suas rendas pelas relações comerciais estabelecidas com essas empresas, repercutindo em todas as feições locais de organização, organicidade dos grupos, valores, ideais e visões de futuro.

Até que ponto tais transformações são, ou serão, positivas ou negativas para esses grupos somente o tempo dirá. Várias correntes e concepções teóricas da economia, da sociologia e da psicologia tecem diferentes – e muitas vezes contraditórias – visões e entendimentos sobre essa nova realidade social sem haver ainda um eixo central de norteamento das discussões.

Neste blog, ora uma visão terá mais destaque, ora outra visão tomará a dianteira. Com isso, pretendemos ao longo de algum tempo ter transitado pelos vários pontos de vista acerca do tema, de forma a permitir aos leitores-participantes-contribuintes deste blog um entendimento ampliado do todo.

Boa estada!